Mostrando postagens com marcador Projetos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Projetos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

[Projeto Praça] Galpão em peso e reconhecimento da Praça

Dividindo a idealização com os parceiros da Fundação Tide Setubal, realizamos um encontro no Galpão de Cultura e Cidadania do Jardim Lapenna no última dia 26/08.

Os educadores e coordenadores do Galpão e da Fundação trouxeram a rapaziada dos seus projetos. Espaço Jovem, Comunicação Comunitária, Capoeira, Dança e Qualidade de Vida formaram um grupo de cerca de trinta cabeças pensantes com a gente. Formamos um círculo com os participantes e iniciamos a apresentação do Projeto Praça.

Logo depois, a Malu contou uma história em que os habitantes de uma cidade eram surpreendidos pelo próprio potencial de criar beleza, cuja atenção fora chamada apenas por um privilegiado forasteiro. Acontece que a beleza estava tão escondida deles e neles mesmos, que foi preciso mais de uma tentativa de olhar para poder encontrá-la. Mesmo ela estando bem ali, permeando ordinariamente suas vidas. Por todos os lados, todos os dias.

Distribuímos os croquis para que eles recebessem um fragmento dos sonhos daquele que é o grupo que mais continuamente convive com o espaço representado na praça, mas que não compartilhava do seu uso, principalmente, devido às condições em que ela sempre se apresentou. A participação foi incondicional e nos trouxe reflexões novas em folha.

Foi proposto que a praça se tornasse uma rua de lazer; que existisse um espaço próprio para rodas de capoeira; placa com nome dos participantes do projeto; cercado na praça. Entre outras observações muito particulares, novíssimas.

Introduzimos a ideia prática do desenvolvimento daquela ação e fizemos um reconhecimento da praça com os presentes. Muita expectativa e a sensação de uma grande realização germinando brotou em meio aos nossos impulsos ali.

Fica um abraço forte pra todos os participantes e aos realizadores Viviane, Katia, Welvis, Rafael, Malu, Alice e Simone.

Até a próxima. Até a praça.










domingo, 24 de agosto de 2014

[Projeto Praça] Atividade de reconhecimento e reconfiguração visual - A primeira mão na praça.

Domingo de Sol, dia 24 de Agosto de 2014 e o Coletivo Caixa Preta faz mais uma visita à praça do Galpão. Queríamos dar mais um passo no projeto de sua transformação, agora com uma visão espacial mais precisa, diferente do que foi feito na primeira etapa, quando levantamos ideias através de uma abordagem mais lúdica, que focava no estímulo da expressão das vontades dos participantes.

Aguardamos a presença dos jovens da EE Pedro Moreira por aproximadamente uma hora, mas ninguem veio. Durante o tempo de espera, foi possível utilizar, de fato,  a praça. Diferentemente das atividades anteriores de observação e registro fotográfico até nos encontramos numa situação de observação inquieta por parte daqueles que passavam.
Por um exercício de reconfiguração visual e intervenção em prol do uso do espaço, decidimos pela limpeza da praça. A ação gerou interação com alguns moradores que passavam pelo local, dando amostras de que a ocupação por si só ecoa nos arredores. Usar um espaço faz com que ele seja enxergado.

Em seguida, passamos a fazer intervenções no croqui, favorecidos por estarmos, finalmente, dentro do objeto de nossos sonhos. Enquanto desenhávamos, tivemos a sorte de compartilhar a praça com alguns jovens que pararam ali. Conversamos sobre o projeto e recebemos apoio pela iniciativa. E aqui levantamos uma impressão muito particular do Lapenna: a inclinação crítica e cobrança consciente aos responsáveis pelo poder público, bem como de instituições atuantes no bairro, por melhorias na qualidade dos espaços, além da visão de uma comunidade.

Quando questionado se ajudaria a mexer na praça e a cuidar dela posteriormente, um dos jovens disse: “Disciplina aqui a gente tem!”.

Não é novidade que estamos buscando esse espírito para trabalharmos em parceria durante a confecção do sonho, mas é gratificante ver como ele aparentemente permanecerá bem tratado depois de pronto. Nem que seja pra ser transformado de novo pelas mãos daqueles que atuam já por corpo e alma naquelas ruas.






quarta-feira, 20 de agosto de 2014

[Projeto Praça] Nasce mais um filho dos nossos esforços

Com muito orgulho e aplicação, anunciamos o início das atividades do nosso novo projeto, em parceria com a Fundação TideSetubal e o Galpão de Cultura e Cidadania do Jardim Lapenna.

O Projeto Praça Jardim Lapenna tem uma página no facebook, e está na fase de construção do sonho coletivo para a ressignificação da praça do Galpão. Praça do Galpão? É. Ela não tem nome mesmo. Quem vai ajudar a batizar são vocês.

Nos dias 18 e 19 de Agosto, O Coletivo visitou a Escola Estadual Professor Pedro de Moreira Matos  e visitou as salas de aula do ensino médio noturno.

Depois de muito barulho, arrastar de cadeiras e um único tombo do professor Caue, recebemos a contribuição do imaginário da rapaziada através de intervenções no nosso croqui. Inclusive, ele está disponível aqui, caso você queira interagir com ele também.

Que registre-se nosso agradecimento à diretoria, inspetores, os professores - que nos receberam muito bem, mesmo que a gente tenha cerrado o café da sala deles seguidas vezes – e que cederam seu tempo para nossas invenções, aos alunos que se entregaram às nossas dinâmicas e a todos os funcionários da escola que facilitaram nosso acesso.

Nunca é demais reconhecer a boa vontade e disposição desses que trabalham tão árdua e progressivamente sob essa designação, que alguns de nós também escolhemos, que é acreditar na educação. Vocês não permitem que a gente se esqueça da importância dos serviços públicos para o atendimento das demandas dos jovens e possibilitam diariamente as trocas entre vontade de ensinar e a de aprender.

Vejam as fotos. Foi uma bagunça e tanto.










terça-feira, 6 de maio de 2014

Nossa oralidade

Neste ano vamos trabalhar sobre a oralidade.
Sempre que caminhávamos pelo bairro no ano passado (2013), os moradores com os quais nos deparávamos, nos contavam histórias realmente incríveis sobre a construção do bairro, sobre seus personagens, e muitas outras coisas. Pensamos no quanto se perde atualmente sobre estas histórias, já que na correria do dia a dia, não dedicamos muito tempo para ouvir aquilo que as pessoas tem pra compartilhar.
Com isso este ano decidimos ouvir estas histórias e procurar por uma forma de contar aos outros moradores aquilo que vamos ouvir. Com isso surgiu o Projeto Jardim Lapenna em Foco: O Bairro na voz dos Moradores.
Aos poucos fomos procurando formas de realizar o projeto e, na nossa ultima reunião, Fizemos uma contação de histórias de nossas vidas entre os participantes do Coletivo.

Foi bem interessante sabermos mais sobre nossos companheiros que por mais que passemos muito tempo juntos, há ainda tanto a saber.
Muito aprendemos neste encontro, vamos citar algumas delas:
  • Percebemos que a nossa história tem bases sólidas em nosso passado, com isso muito que trazemos a tona, tem relação com nossos pais e parentes, com nossos antepassados.
  • Notamos também que nossa cabeça funciona como uma grande teia, normalmente a história não é linear, por mais que se siga uma linha de raciocínio, a nossa memória nos leva a outros pontos que criamos links mentais.
  • A história que contamos é apenas uma parcela de tudo o que temos pra contar. Normalmente fazemos um recorte, e deixamos de fora aquilo que não se encaixa, mas que também tem muita importância.
Enfim, muito ainda temos que aprender sobre história oral, o que dizer, o que captar, o que contar.
Mas esta foi uma grande experiência para sentir onde estamos pisando.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Jardim Lapenna em Foco: O bairro na voz dos moradores.

Estivemos nos reunindo desde o início do ano colocando tudo em ordem para a atuação deste ano. Dentre muitas coisas, planejamos novas exposições do projeto do ano passado, as quais ainda estamos em negociação, estamos organizando um grupo de estudo com temas sociais, políticos, educativos e culturais, que ainda estamos colocando na linha. Mas principalmente organizamos um novo projeto para a captação do recurso provido pelo VAI - Valorização de Iniciativas Culturais.

O projeto Jardim Lapenna em Foco: O bairro na voz dos moradores foi aprovado, e começamos a nos dedicar a deixar tudo bem redondo para a nossa atuação.

Este é o projeto deste ano.

Projeto Jardim Lapenna em Foco: O Bairro na Voz dos moradores

Resumo do Projeto

O Projeto “Jardim Lapenna em foco: O bairro na voz dos moradores”, propõe ações baseadas na utilização de multi-linguagens e seus hibridismos, que resultarão em intervenções urbanas, atendendo à nossa proposta de ativação cultural do espaço público.
No ano anterior, o contato com os moradores foi constante, destes, muitos relataram e contaram histórias sobre suas vidas ou como colaboraram para o crescimento e desenvolvimento do bairro, o que motivou este projeto.
Conhecer e divulgar estas histórias aos outros moradores, foram a força motriz, pois a nova geração local, muitas vezes, apenas utiliza o espaço como dormitório, desconhecendo a origem do lugar onde vivem.Desta forma o projeto será dividido em 4 fases de atuação:
  1. Captação destas histórias por meio de entrevistas em vídeo com os moradores do bairro. Para isso envolveremos os participantes das oficinas do ano anterior na equipe de produção, estes receberão um período de formação para auxiliar nesta captura.
  2. Ação de oficinas/ateliê que abordarão 3 linguagens específicas: textual, fotográfica e stencil. As oficinas partirão das histórias capturadas na etapa anterior,com criação e desenvolvimento de trabalhos resultando em produtos para intervenções urbanas (aplicação de stencil e lambe-lambe).
  3. Intervenção Urbana composta de ações diferenciadas, promovendo o aquecimento cultural do bairro. Serão estas:
    • Fixação das imagens e textos produzidos em oficina nas ruas do bairro por meio de lambe ou stencil.
    •     Performer, a contar como “causos” as histórias coletadas, na rua durante o dia-a-dia do bairro, em eventos como a feira livre que acontece semanalmente;
    •     Carro de som que andará pelas ruas do bairro contando estas histórias;
    • Projeção de pequenas capsulas de vídeo nos muros do bairro no período da noite,contando as histórias dos moradores.
    • Além da exibição de filmes com a temática urbana para discussões com o público não atuante do projeto.
       
  4. Mostra a ser realizada no Galpão de Arte e Cidadania do Jardim Lapenna. Composta por:
    • Exibição dos vídeos coletados.
    • Exposição do material produzido nas oficinas e fotografias de todo o processo.
    • Ação educativa: Propostas de ações de integração ao público visitante, realizadas por um mediador cultural.
     

Justificativa

Embora pertença ao distrito de São Miguel Paulista, fisicamente o Jd. Lapenna está separado do distrito. O bairro encontra-se cercado por limites como os muros da CPTM, as dependências da Indústria Nitroquímica e as estradas de Jacú-Pessego e Ayrton Senna. Essa geografia, que dificulta o acesso a atendimento público, causou um efeito social que mobilizou a união dos moradores em busca da melhoria do local, e a conquista de alguns destes direitos sociais partiu, principalmente, da ação comunitária, e foi possível se apropriar disso com maior intensidade ao contato com os moradores em 2013. Nestes encontros casuais, os moradores contaram sua própria história e versão dos fatos sobre como tudo aconteceu, desde as invasões dos terrenos até a organização de um movimentos de mutirão de construção de casas, seguido por conquista de muitas melhorias como posto de saúde, creche e espaço cultural, que foram adquiridas por meio desta união social.
Mas com o processo dinâmico do crescimento urbano, novos moradores se estabeleceram nos últimos anos, e surgiram novas gerações, que ocasionou mudanças daquelas que, aos poucos, fazem as histórias se perderem. A rotina conturbada das grandes cidades pode ocasionar o aparecimento de muros invisíveis que bloqueiam a percepção das ocorrências na região, como novas ocupações que vem acontecendo sem que os moradores mais desatentos notem.
Ao compreender a força dos novos acontecimentos em detrimento da memória do bairro, o Coletivo produzirá um material que não se restrinja apenas a construção de documentos históricos, mas também em construções poéticas e afetivas. Pretende retomar e registrar os processos de tradição oral, sempre presentes na construção da história humana.  Se apoiará em meios contemporâneos de divulgação e ocupação do espaço urbano, para compartilhar pensamentos, sentimentos e ações ocorridas durante a fundação e construção do bairro, um (re)encontro com estas memórias que, intensificam a reflexão sobre a identidade local e de seus moradores.
Quando contam histórias a partir das lembranças que permeiam a alma, este pedaço de terra quase esquecido na periferia da zona leste de São Paulo ganha vida.

Objetivos

Criar, a partir da história oral, a disseminação da memória local em busca de uma tradição oral;
Propor aos participantes, por meio das atividades, um olhar reflexivo a cerca do espaço em que vivem e de si mesmos, além do aprendizado e apropriação de linguagens artísticas;

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Finalização do Projeto Jardim Lapenna em Foco: O Bairro na Visão dos moradores.

Na ultima quarta-feira, dia 07/01, o Coletivo Caixa Preta se reuniu para um balanço de suas atividades em 2013.
Avaliamos como foi Projeto Jardim Lapenna em Foco, revimos o que planejamos, como atuamos e os resultados destes encontros.
Inicialmente tínhamos muitas expectativas, como, acreditamos, seja ansiedade de muitos que iniciam um projeto pela primeira vez. Muitos objetivos, muitas discussões acaloradas, muitos apegos, muitos e muitos outros desejos e anseios, que no caminhar compreendemos que era apenas o primeiro projeto dos muitos que gostaríamos de realizar. Que menos às vezes é mais, e que o exercício do desapego é um forte aliado ao foco e a objetivos realizados com mais força, fora ainda os desgastes que evitamos quando eliminamos gorduras desnecessárias dentro dos pensamentos e ações do dia-a-dia.
Ainda ,como bons iniciantes, percebemos no processo algumas falhas de planejamento devido a pouca experiência de lidar com inúmeras situações, e ao mesmo tempo descobrimos uma capacidade imensa de resolver problemas e encontrar parceiros nos lugares menos prováveis.
Neste encontro pudemos ainda rever nossas atuações e verificar onde poderíamos melhorar, e onde não deveríamos mexer.
Rever todos estes pontos nos levou a ter uma visão melhor de como foi o projeto e como o resultado atendeu aos objetivos do grupo. Percebemos um verdadeiro aquecimento do bairro, culturalmente falando, por meio das atitudes dos moradores e visitantes da exposição, colando com fita adesiva lambes que descolavam para que estes não se perdessem, outros nos emprestando seus muros com muito carinho para que os trabalhos fossem fixados, alguns levando fotografias do mural e colocando em suas geladeiras, ou pegando imagens dos vizinhos para levar a estes de presente, e muitas crianças que falavam umas para as outras não depreciarem a exposição, pois outros a veriam. Perceber esta interação, carinho e atenção para com o produto do projeto foram muito gratificantes e estimulantes.
Logo no balanço geral podemos concluir que ainda há muito que fazer, pois este é um trabalho de formiguinha, num passo de cada vez. Mas que os parceiros, os participantes, moradores, e companheiros de trabalho são de grande estimulo para projetos futuros.


Obrigado a todos que nos acompanharam mesmo que por um breve momento. E que 2014 seja um ano repleto de discussões, ações, parcerias, práticas e realizações como as que o Projeto Jardim Lapenna nos propiciou.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cápsulas Urbanas - Dicionário Afetivo - Visão Geral


Com o intuito de propor diferentes formas de olhar, perceber, absorver e assimilar o mundo ao redor.  No  início  de  2013,  o  Coletivo  Caixa  Preta  desenvolveu  o  projeto "Jardim Lapenna em Foco" que  propôs  uma ação cultural,  em  parceria com o “Galpão das Artes” da Fundação Tide Setúbal  com o patrocínio da Secretaria de Cultura, por meio do  programa  VAI.  Este  visava  à participação  ativa  dos  moradores  do bairro  do  Jardim Lapenna (São Miguel Paulista) com o objetivo de promover diferentes olhares para o bairro e seus personagens. Neste  projeto,  ainda em  andamento,  os  participantes fotografaram  o  próprio  bairro  e  tiveram  a oportunidade de conhecer e refletir sobre o próprio ambiente a partir de outra ótica.

Em busca  de ampliar esta ação, mais uma vez o Coletivo Caixa Preta  procurado pela fundação Tide Setubal com a proposta “Cápsulas Urbanas” para o Festival do Livro e Literatura de São Miguel.

Essa proposta visou o encontro da linguagem fotográfica, que faz parte do nosso trabalho,  aliada a linguagem escrita  com a participação  especial  do escritor Fernando Ferrari. Objetivamos utilizar o poder  do  texto  escrito  para  criar  micro  histórias  e  potencializar  a  leitura  de imagens, com interferências urbanas que possibilitassem uma visão mais poética sobre a sociedade que nos cerca.
Encontro co Fernando Ferrari




Desta  forma  foram  selecionadas  10  fotografias  realizadas  no Projeto  “Jardim  Lapenna  em foco”, transformadas em  cartazes  e  coladas  em  pontos  da  região  de  São  Miguel Paulista em  forma  de  lambe-lambe.
Seleção Cápsulas Urbanas - Dicionário Afetivo

As imagens podem ser encontradas ao entorno da praça “morumbizinho”, do CDC Tide Setúbal, da “praça do forró”, do calçadão e mercado de São Miguel Paulista e da entrada do Bairro do Jardim Lapenna.





























terça-feira, 29 de outubro de 2013

Capsulas Urbanas: Dicionário Afetivo

Estes são os trabalhos que compõem a intervenção Cápsulas Urbanas: Dicionário Afetivo, que integra o Festival do Livro e da Literatura de São Miguel, promovido pelo CDC Tide Setubal. São fotografias feitas durante o projeto Jardim Lapenna em Foco, acrescidas de frases que propõem um significado afetivo das imagens criadas pelos próprios participantes. A partir da semana que vem estas imagens serão coladas em formato lambe-lambe na região de São Miguel Paulista. O Festival do Livro acontecerá durante os dias 7, 8 e 9 de novembro de 2013. Mais informações em: http://www.fundacaotidesetubal.org.br/programacao/fll














quarta-feira, 1 de maio de 2013

Projeto "Jardim Lapenna em Foco"

Apresentação:

Com o intuito de propor diferentes formas de olhar, perceber, absorver e assimilar o mundo ao redor, o Coletivo Caixa Preta desenvolveu um projeto que visa realizar uma ação cultural em parceria com o “Galpão das Artes” da Fundação Tide Setúbal, propondo uma participação ativa dos moradores do bairro do Jardim Lapenna (São Miguel Paulista) com o objetivo de promover diferentes olhares para o bairro e seus personagens.
Serão nove oficinas, com a duração de 3 horas, que partirão de dinâmicas corporais voltadas a desenvolver as relações entre os participantes, unidas a atividades que ampliem seus conceitos básicos de fotografia e saídas para experimentações externas com a utilização de equipamentos diversos como, celulares dos participantes, câmeras fotográficas digitais e descartáveis, disponibilizadas pelo coletivo. Os participantes poderão experimentar olhares, debater visões e produzir imagens que serão selecionadas para compor uma Exposição no próprio “Galpão das Artes”, e uma Intervenção fotográfica em construções do bairro, ambas, realizadas ao final do processo.

O local:

Embora pertença ao distrito de São Miguel Paulista, fisicamente o Jd. Lapenna está separado do distrito. O bairro encontra-se cercado por limites como os muros da CPTM, as dependências da Indústria Nitroquímica e as estradas de Jacú-Pessego e Ayrton Senna. Essa geografia, que dificulta o acesso a atendimento público, causou um efeito comunitário que mobilizou a união dos moradores em busca da melhoria do bairro. Ainda hoje é possível identificar limitações causadas pelo distanciamento  o que nos motivou o interesse nesta participação comunitária por meio daquilo que podemos ajudar.


Jardim Lapenna


Discussões:


Entendemos que no decorrer da história é possível perceber o crescente número de informações geradas. E nunca foi tão forte o uso de imagens para transmitir ideias como nos tempos atuais. Cada vez que um novo significado é atribuído a uma destas informações que nos atingem, existe a possibilidade de fazer uma leitura diferente daquilo que nos cerca. Em meio a esse bombardeio, muitas vezes não ocorre uma leitura adequada de significados e intenções das imagens que produzimos e das que somos diariamente expostos, interferindo na forma como sujeito desenvolve sua identidade participativa na sociedade.


Dentro disso o projeto busca abrir discussões acerca das relações que envolvem os indivíduos e a realidade que os cerca. As atividades de dinâmicas corporais que permitem a abertura do ser para o exterior, visa reconstruir corpo e mente como uma unidade, já que em muitas situações são trabalhados separadamente. Enquanto a fotografia apresenta-se como instrumento capaz de registrar impressões sobre o mundo ao nosso redor. A união dessas duas ferramentas poderá criar a possibilidade de conduzir o indivíduo a sair de si mesmo e a observar o mundo que o rodeia de maneira diferenciada, gerando um repertório que possibilite o desenvolvimento do pensamento, abrindo espaço para reflexões sobre como nos relacionamos e atuamos nos espaços urbanos coletivos.

Ferramentas:

Os equipamentos utilizados serão câmeras digitais e celulares, que por sua utilidade prática e popularidade, são os maiores responsáveis pela produção indiscriminada de imagens atualmente. Com a utilização de câmeras descartáveis analógicas serão estimulados o cuidado e a observação no momento da captura das imagens, propondo dessa maneira uma atitude mais reflexiva, em um movimento de desprendimento na automação do ato.

O resultado destas oficinas será exposto no Galpão das Artes e por meio de uma intervenção nas construções do bairro com o uso de lambe-lambe, com o interesse de expandir a discussão criada pelos participantes das oficinas por todo território do bairro.


Câmeras Descartáveis