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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Domingo 23/11 - Rádio, feira e conversas

O Coletivo tinha uma atividade marcada com o pessoal do Núcleo de Comunicação Comunitária São Miguel No Ar, mas infelizmente não rolou.
Apesar do esforço e boa vontade dos meninos e meninas que nos receberam muito bem, tínhamos um teto de horário e não pudemos mesmo ficar mais.
Fica um abraço pro pessoal e a vontade de armarmos algo em breve.
Fomos presenteados com a mais nova edição do Jornal, A Voz do Lapenna, que nos deu um honroso espaço pra falarmos sobre o Projeto Jardim Lapenna em Foco e divulgar a exposição que começa no Sábado. Mas disso você já sabe, né?
Ficamos agradecidos por recebermos essa contribuição direta de um veículo que incorpora com compromisso e muita qualidade um pouco dos anseios e das lutas daquela quebrada. Conheça um pouco mais do trabalho deles aqui.
Aproveitando enquanto a rádio era montada e dava a pesada trilha sonora daquele Domingo de feira, aproveitamos pra trocar uma idéia com quem passava por ali e convidarmos para a exposição.
Salve Nivia, Tiago, Abel, Carlos, Daniela, Jorge, Só Por Deus, Didão, Poliana e Alemão, nossos parceiros de entrevista e de conversa.
Salve rádio e núcleo de comunicação!
Salve Lapenna, suas histórias e o compartilhamento de vivências!
Nos vemos e ouvimos no próximo sábado!

domingo, 24 de agosto de 2014

[Projeto Praça] Atividade de reconhecimento e reconfiguração visual - A primeira mão na praça.

Domingo de Sol, dia 24 de Agosto de 2014 e o Coletivo Caixa Preta faz mais uma visita à praça do Galpão. Queríamos dar mais um passo no projeto de sua transformação, agora com uma visão espacial mais precisa, diferente do que foi feito na primeira etapa, quando levantamos ideias através de uma abordagem mais lúdica, que focava no estímulo da expressão das vontades dos participantes.

Aguardamos a presença dos jovens da EE Pedro Moreira por aproximadamente uma hora, mas ninguem veio. Durante o tempo de espera, foi possível utilizar, de fato,  a praça. Diferentemente das atividades anteriores de observação e registro fotográfico até nos encontramos numa situação de observação inquieta por parte daqueles que passavam.
Por um exercício de reconfiguração visual e intervenção em prol do uso do espaço, decidimos pela limpeza da praça. A ação gerou interação com alguns moradores que passavam pelo local, dando amostras de que a ocupação por si só ecoa nos arredores. Usar um espaço faz com que ele seja enxergado.

Em seguida, passamos a fazer intervenções no croqui, favorecidos por estarmos, finalmente, dentro do objeto de nossos sonhos. Enquanto desenhávamos, tivemos a sorte de compartilhar a praça com alguns jovens que pararam ali. Conversamos sobre o projeto e recebemos apoio pela iniciativa. E aqui levantamos uma impressão muito particular do Lapenna: a inclinação crítica e cobrança consciente aos responsáveis pelo poder público, bem como de instituições atuantes no bairro, por melhorias na qualidade dos espaços, além da visão de uma comunidade.

Quando questionado se ajudaria a mexer na praça e a cuidar dela posteriormente, um dos jovens disse: “Disciplina aqui a gente tem!”.

Não é novidade que estamos buscando esse espírito para trabalharmos em parceria durante a confecção do sonho, mas é gratificante ver como ele aparentemente permanecerá bem tratado depois de pronto. Nem que seja pra ser transformado de novo pelas mãos daqueles que atuam já por corpo e alma naquelas ruas.






domingo, 18 de maio de 2014

Encontros de capacitação

Para dar efetivamente início as nossas atividades, começaremos com encontros de capacitação, nos quais faremos rodas de conversas para trocas sobre assuntos que muito tem a ver com o Projeto Jardim Lapenna em Foco: o bairro na voz dos moradores.
Dando início nesta semana trataremos a contação de história por meio da Oralidade, no dia 19/05/2014 as 19h30, com a participação de Fany Wirthmann, pesquisadora do tema, que participará com a gente de uma roda de conversa.
Seguiremos ainda com uma oficina de utilização de ferramentas gratuitas on line, no dia 21/05/2014 as 19h30, com a participação de Cauê Martins, que abordará a utilização práticas destas ferramentas para as atividades diárias do Coletivo e sua organização geral.
Ainda contaremos com uma roda de conversa sobre roteiro de não ficção, no dia 24/05/2014 as 14h, com a participação de Anderson Alves de Sousa, que nos trará elucidações sobre roteiros poéticos e de documentários.
Finalizaremos o encontro com roda de conversa e trocas de experiências sobre a utilização de câmeras fotográficas na captação de vídeos, com Gideoni Jr. Este ultimo encontro ainda estamos fechando a data e horário.
Os encontros são para a capacitação da equipe de trabalho, como o local onde ocorrerá os encontros é pequeno, temos espaço para mais 8 pessoas participarem do encontro. 
Logo quem tiver o interesse de participar, que tenha uma relação direta com o bairro Jardim Lapenna, e, ou ainda tenha o interesse de trocar experiências, por favor, enviem um email para o coletivocaixapreta@gmail.com para fazer a inscrição.
 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Nossa oralidade

Neste ano vamos trabalhar sobre a oralidade.
Sempre que caminhávamos pelo bairro no ano passado (2013), os moradores com os quais nos deparávamos, nos contavam histórias realmente incríveis sobre a construção do bairro, sobre seus personagens, e muitas outras coisas. Pensamos no quanto se perde atualmente sobre estas histórias, já que na correria do dia a dia, não dedicamos muito tempo para ouvir aquilo que as pessoas tem pra compartilhar.
Com isso este ano decidimos ouvir estas histórias e procurar por uma forma de contar aos outros moradores aquilo que vamos ouvir. Com isso surgiu o Projeto Jardim Lapenna em Foco: O Bairro na voz dos Moradores.
Aos poucos fomos procurando formas de realizar o projeto e, na nossa ultima reunião, Fizemos uma contação de histórias de nossas vidas entre os participantes do Coletivo.

Foi bem interessante sabermos mais sobre nossos companheiros que por mais que passemos muito tempo juntos, há ainda tanto a saber.
Muito aprendemos neste encontro, vamos citar algumas delas:
  • Percebemos que a nossa história tem bases sólidas em nosso passado, com isso muito que trazemos a tona, tem relação com nossos pais e parentes, com nossos antepassados.
  • Notamos também que nossa cabeça funciona como uma grande teia, normalmente a história não é linear, por mais que se siga uma linha de raciocínio, a nossa memória nos leva a outros pontos que criamos links mentais.
  • A história que contamos é apenas uma parcela de tudo o que temos pra contar. Normalmente fazemos um recorte, e deixamos de fora aquilo que não se encaixa, mas que também tem muita importância.
Enfim, muito ainda temos que aprender sobre história oral, o que dizer, o que captar, o que contar.
Mas esta foi uma grande experiência para sentir onde estamos pisando.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Jardim Lapenna em Foco: O bairro na voz dos moradores.

Estivemos nos reunindo desde o início do ano colocando tudo em ordem para a atuação deste ano. Dentre muitas coisas, planejamos novas exposições do projeto do ano passado, as quais ainda estamos em negociação, estamos organizando um grupo de estudo com temas sociais, políticos, educativos e culturais, que ainda estamos colocando na linha. Mas principalmente organizamos um novo projeto para a captação do recurso provido pelo VAI - Valorização de Iniciativas Culturais.

O projeto Jardim Lapenna em Foco: O bairro na voz dos moradores foi aprovado, e começamos a nos dedicar a deixar tudo bem redondo para a nossa atuação.

Este é o projeto deste ano.

Projeto Jardim Lapenna em Foco: O Bairro na Voz dos moradores

Resumo do Projeto

O Projeto “Jardim Lapenna em foco: O bairro na voz dos moradores”, propõe ações baseadas na utilização de multi-linguagens e seus hibridismos, que resultarão em intervenções urbanas, atendendo à nossa proposta de ativação cultural do espaço público.
No ano anterior, o contato com os moradores foi constante, destes, muitos relataram e contaram histórias sobre suas vidas ou como colaboraram para o crescimento e desenvolvimento do bairro, o que motivou este projeto.
Conhecer e divulgar estas histórias aos outros moradores, foram a força motriz, pois a nova geração local, muitas vezes, apenas utiliza o espaço como dormitório, desconhecendo a origem do lugar onde vivem.Desta forma o projeto será dividido em 4 fases de atuação:
  1. Captação destas histórias por meio de entrevistas em vídeo com os moradores do bairro. Para isso envolveremos os participantes das oficinas do ano anterior na equipe de produção, estes receberão um período de formação para auxiliar nesta captura.
  2. Ação de oficinas/ateliê que abordarão 3 linguagens específicas: textual, fotográfica e stencil. As oficinas partirão das histórias capturadas na etapa anterior,com criação e desenvolvimento de trabalhos resultando em produtos para intervenções urbanas (aplicação de stencil e lambe-lambe).
  3. Intervenção Urbana composta de ações diferenciadas, promovendo o aquecimento cultural do bairro. Serão estas:
    • Fixação das imagens e textos produzidos em oficina nas ruas do bairro por meio de lambe ou stencil.
    •     Performer, a contar como “causos” as histórias coletadas, na rua durante o dia-a-dia do bairro, em eventos como a feira livre que acontece semanalmente;
    •     Carro de som que andará pelas ruas do bairro contando estas histórias;
    • Projeção de pequenas capsulas de vídeo nos muros do bairro no período da noite,contando as histórias dos moradores.
    • Além da exibição de filmes com a temática urbana para discussões com o público não atuante do projeto.
       
  4. Mostra a ser realizada no Galpão de Arte e Cidadania do Jardim Lapenna. Composta por:
    • Exibição dos vídeos coletados.
    • Exposição do material produzido nas oficinas e fotografias de todo o processo.
    • Ação educativa: Propostas de ações de integração ao público visitante, realizadas por um mediador cultural.
     

Justificativa

Embora pertença ao distrito de São Miguel Paulista, fisicamente o Jd. Lapenna está separado do distrito. O bairro encontra-se cercado por limites como os muros da CPTM, as dependências da Indústria Nitroquímica e as estradas de Jacú-Pessego e Ayrton Senna. Essa geografia, que dificulta o acesso a atendimento público, causou um efeito social que mobilizou a união dos moradores em busca da melhoria do local, e a conquista de alguns destes direitos sociais partiu, principalmente, da ação comunitária, e foi possível se apropriar disso com maior intensidade ao contato com os moradores em 2013. Nestes encontros casuais, os moradores contaram sua própria história e versão dos fatos sobre como tudo aconteceu, desde as invasões dos terrenos até a organização de um movimentos de mutirão de construção de casas, seguido por conquista de muitas melhorias como posto de saúde, creche e espaço cultural, que foram adquiridas por meio desta união social.
Mas com o processo dinâmico do crescimento urbano, novos moradores se estabeleceram nos últimos anos, e surgiram novas gerações, que ocasionou mudanças daquelas que, aos poucos, fazem as histórias se perderem. A rotina conturbada das grandes cidades pode ocasionar o aparecimento de muros invisíveis que bloqueiam a percepção das ocorrências na região, como novas ocupações que vem acontecendo sem que os moradores mais desatentos notem.
Ao compreender a força dos novos acontecimentos em detrimento da memória do bairro, o Coletivo produzirá um material que não se restrinja apenas a construção de documentos históricos, mas também em construções poéticas e afetivas. Pretende retomar e registrar os processos de tradição oral, sempre presentes na construção da história humana.  Se apoiará em meios contemporâneos de divulgação e ocupação do espaço urbano, para compartilhar pensamentos, sentimentos e ações ocorridas durante a fundação e construção do bairro, um (re)encontro com estas memórias que, intensificam a reflexão sobre a identidade local e de seus moradores.
Quando contam histórias a partir das lembranças que permeiam a alma, este pedaço de terra quase esquecido na periferia da zona leste de São Paulo ganha vida.

Objetivos

Criar, a partir da história oral, a disseminação da memória local em busca de uma tradição oral;
Propor aos participantes, por meio das atividades, um olhar reflexivo a cerca do espaço em que vivem e de si mesmos, além do aprendizado e apropriação de linguagens artísticas;

segunda-feira, 31 de março de 2014

Estamos muito felizes com a aprovação no VAI 2014, do projeto "Jardim Lapenna em foco: O bairro na voz dos moradores". Neste ano iremos em busca da história do bairro, por meio da memória dos moradores que ajudaram construí-lo. Desta vez com o foco ainda maior nas intervenções urbanas, iremos levar estas histórias para rua por meio de diversas linguagens. Em breve maiores informações quanto a programação de oficinas e intervenções.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Festival de Literatura: Roda de conversa com Dafne Sampaio


A conversa foi muito bacana, na qual os participantes sentiram-se muito a vontade para perguntar, conversar e dividir experiências, o que foi super agradável e inspirador.

Dafne falou sobre a intervenção, "Você Praça", de como tudo começou, e como tudo vem acontecendo. O que possibilitou o compartilhamento de ideias e experiencias sobre arte nas ruas, vandalismo, e espaço público. 
Além deste, Dafne ainda nos apresentou ao "Reiopixo", uma outra intervenção que vem desenvolvendo nas ruas com frases das músicas do Rei Roberto Carlos.
 



A conversa durou em torno de 1 hora, e após isso, nós do coletivo Caixa Preta e o Carlos Pires Sousa, nosso aluno/colaborador honorário, acompanhamos Dafne por um tour por algumas praças aqui de São Miguel para que pudesse conhecê-las e ainda deixar um pouco de suas ideias por aqui. Fora participar desta intervenção de Dafne por São Miguel, que aprendemos muito, o passeio foi legal pra caramba, rimos pra valer, conversamos, paramos as sombras da praça pra curtir o momento, pra ouvir os músicos de plantão, dançar e trocar relatos e experiências dos mais diversos.









 Até ganhamos uma intervenção no nosso jardim em formação.




O encontro acabou com o retorno a praça "Morumbizinho" e exaustos e queimados da longa caminhada ao sol. Mas acabou com um gostinho de uma nova parceria e desejos de novos encontros.




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Encontro com Guinho Nascimento

Como parte do nosso processo de reflexão dentro do projeto, sempre esteve presente a ideia de que a mente se relaciona com o mundo por intermédio do corpo e, por isso, não deve ser negligenciado quando se pensa na construção de imagem.
Para nos aprofundarmos nas possibilidades de uso do corpo como meio de potencializar as discussões que irão ocorrer durante as oficinas, convidamos para um encontro Guinho Nascimento, dançarino, artista plastico e professor, que aconteceu no dia 03 de julho, em uma sala cedida no Galpão das Artes do Jd. Lapenna.
Tivemos um momento de grande troca de experiências, inicialmente, Guinho, nos indicou alguns materiais para leitura, e, como forma de apresentar seu entendimento do conteúdo leu o poema "Eu não sou você, você não sou eu" de Madalena Freire.
Com este pensamento iniciou-se o trabalho, e fomos apresentados a diferentes formas de aquecimento, seguimos com uma série de jogos onde o corpo encontra diferentes formas de se relacionar com o ambiente, que é o foco da nossa necessidade, e ,como complemento, fomos apresentados a outras atividades que trouxeram a expressão do corpo como tema principal.
Por uma hora e meia, experimentamos e refletimos sobre diferentes formas de aplicar essas dinâmicas, e como consequência saímos com varias idéias de como aplicar esse aprendizado.
Para finalizar e descansar, estendemos um pouco o encontro durante um agradável café da tarde.
Agradecemos ao nosso professor e mantemos o compromisso de melhorar nossas atividades com essa nova perspectiva.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Encontro com Maíra Tisbierek Padilha

O Coletivo recebeu no dia 06/06/2013, a participação de Maíra Tisbierek Padilha professora de fotografia no Senac, especializada em Semiótica Psicanalítica, para um encontro sobre fotografia.

Neste encontro Maíra dividiu conhecimentos acerca do universo da fotografia, da semiótica e sua relação com a reflexão sobre o olhar fotográfico e como entender os conceitos de uma imagem. Caminhou ainda por questões especificas de técnicas fotográficas, referências de artistas e suas produções para enriquecer as discussões.

Dentro do tema do projeto “Jardim Lapenna em foco”, Maíra trouxe ainda a referência do trabalho e João Kulcsár e a mostra “Direitos Visíveis” que propõe apresentar diferentes formas de utilizar a fotografia como mediação para a alfabetização visual, que pode ser definida como a habilidade de compreender e se expressar por meio de um sistema de representação visual.
Contamos ainda com a participação de Guinho Nascimento, que além de trabalhar com as artes de corpo, e arte de rua, atualmente desenvolve um trabalho como artista visual em fotografia.

O encontro contribuiu para discussões construtivas que levaram a muitos questionamentos e esclarecimentos acerca de questões como o ato fotografico, o olhar fotografico, a inserção do ser como construtor da sociedade em que vive e atua, tudo isso organizados em uma perspectiva pedagógica, vinculando ideias de construção da imagem pessoal em contraposição com as imagens sociais e midiáticas.






sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Coletivo Caixa Preta



O coletivo nasce do encontro de diferentes experiências de vida, é a interseção de ideias que se formaram com a reflexão sobre arte, cultura, educação, mercado, indivíduo, sociedade e o movimento que se forma quando essas variáveis se encontram.


E como resposta prática a essas ideias se formou o projeto Jd. Lapenna em foco, que busca aguçar o processo crítico, criativo e argumentativo sobre as relações entre as pessoas e espaço em que vivem.

Sem a pretensão de entender o que é certo ou errado sobre esse tema, buscamos instigar o processo analítico do indivíduo que constrói e que é construído pelas informações que o cerca.

Nesse momento o utilizaremos como meio a cultura da imagem que tem um grande peso na construção do ser humano na história, mas que afeta de forma mais poderosa, pelo peso da mídia, o humano moderno.

Com o uso da fotografia como linguagem, vamos, com o auxílio de conhecimentos técnicos e poéticos, explorar os significados das imagem, sempre procurando instigar os participantes para que adquiram, por meio de suas próprias descobertas, a consciência sobre si e o mundo em que está inserido.