segunda-feira, 10 de junho de 2013

Encontro com Maíra Tisbierek Padilha

O Coletivo recebeu no dia 06/06/2013, a participação de Maíra Tisbierek Padilha professora de fotografia no Senac, especializada em Semiótica Psicanalítica, para um encontro sobre fotografia.

Neste encontro Maíra dividiu conhecimentos acerca do universo da fotografia, da semiótica e sua relação com a reflexão sobre o olhar fotográfico e como entender os conceitos de uma imagem. Caminhou ainda por questões especificas de técnicas fotográficas, referências de artistas e suas produções para enriquecer as discussões.

Dentro do tema do projeto “Jardim Lapenna em foco”, Maíra trouxe ainda a referência do trabalho e João Kulcsár e a mostra “Direitos Visíveis” que propõe apresentar diferentes formas de utilizar a fotografia como mediação para a alfabetização visual, que pode ser definida como a habilidade de compreender e se expressar por meio de um sistema de representação visual.
Contamos ainda com a participação de Guinho Nascimento, que além de trabalhar com as artes de corpo, e arte de rua, atualmente desenvolve um trabalho como artista visual em fotografia.

O encontro contribuiu para discussões construtivas que levaram a muitos questionamentos e esclarecimentos acerca de questões como o ato fotografico, o olhar fotografico, a inserção do ser como construtor da sociedade em que vive e atua, tudo isso organizados em uma perspectiva pedagógica, vinculando ideias de construção da imagem pessoal em contraposição com as imagens sociais e midiáticas.






quarta-feira, 1 de maio de 2013

Projeto "Jardim Lapenna em Foco"

Apresentação:

Com o intuito de propor diferentes formas de olhar, perceber, absorver e assimilar o mundo ao redor, o Coletivo Caixa Preta desenvolveu um projeto que visa realizar uma ação cultural em parceria com o “Galpão das Artes” da Fundação Tide Setúbal, propondo uma participação ativa dos moradores do bairro do Jardim Lapenna (São Miguel Paulista) com o objetivo de promover diferentes olhares para o bairro e seus personagens.
Serão nove oficinas, com a duração de 3 horas, que partirão de dinâmicas corporais voltadas a desenvolver as relações entre os participantes, unidas a atividades que ampliem seus conceitos básicos de fotografia e saídas para experimentações externas com a utilização de equipamentos diversos como, celulares dos participantes, câmeras fotográficas digitais e descartáveis, disponibilizadas pelo coletivo. Os participantes poderão experimentar olhares, debater visões e produzir imagens que serão selecionadas para compor uma Exposição no próprio “Galpão das Artes”, e uma Intervenção fotográfica em construções do bairro, ambas, realizadas ao final do processo.

O local:

Embora pertença ao distrito de São Miguel Paulista, fisicamente o Jd. Lapenna está separado do distrito. O bairro encontra-se cercado por limites como os muros da CPTM, as dependências da Indústria Nitroquímica e as estradas de Jacú-Pessego e Ayrton Senna. Essa geografia, que dificulta o acesso a atendimento público, causou um efeito comunitário que mobilizou a união dos moradores em busca da melhoria do bairro. Ainda hoje é possível identificar limitações causadas pelo distanciamento  o que nos motivou o interesse nesta participação comunitária por meio daquilo que podemos ajudar.


Jardim Lapenna


Discussões:


Entendemos que no decorrer da história é possível perceber o crescente número de informações geradas. E nunca foi tão forte o uso de imagens para transmitir ideias como nos tempos atuais. Cada vez que um novo significado é atribuído a uma destas informações que nos atingem, existe a possibilidade de fazer uma leitura diferente daquilo que nos cerca. Em meio a esse bombardeio, muitas vezes não ocorre uma leitura adequada de significados e intenções das imagens que produzimos e das que somos diariamente expostos, interferindo na forma como sujeito desenvolve sua identidade participativa na sociedade.


Dentro disso o projeto busca abrir discussões acerca das relações que envolvem os indivíduos e a realidade que os cerca. As atividades de dinâmicas corporais que permitem a abertura do ser para o exterior, visa reconstruir corpo e mente como uma unidade, já que em muitas situações são trabalhados separadamente. Enquanto a fotografia apresenta-se como instrumento capaz de registrar impressões sobre o mundo ao nosso redor. A união dessas duas ferramentas poderá criar a possibilidade de conduzir o indivíduo a sair de si mesmo e a observar o mundo que o rodeia de maneira diferenciada, gerando um repertório que possibilite o desenvolvimento do pensamento, abrindo espaço para reflexões sobre como nos relacionamos e atuamos nos espaços urbanos coletivos.

Ferramentas:

Os equipamentos utilizados serão câmeras digitais e celulares, que por sua utilidade prática e popularidade, são os maiores responsáveis pela produção indiscriminada de imagens atualmente. Com a utilização de câmeras descartáveis analógicas serão estimulados o cuidado e a observação no momento da captura das imagens, propondo dessa maneira uma atitude mais reflexiva, em um movimento de desprendimento na automação do ato.

O resultado destas oficinas será exposto no Galpão das Artes e por meio de uma intervenção nas construções do bairro com o uso de lambe-lambe, com o interesse de expandir a discussão criada pelos participantes das oficinas por todo território do bairro.


Câmeras Descartáveis


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Coletivo Caixa Preta



O coletivo nasce do encontro de diferentes experiências de vida, é a interseção de ideias que se formaram com a reflexão sobre arte, cultura, educação, mercado, indivíduo, sociedade e o movimento que se forma quando essas variáveis se encontram.


E como resposta prática a essas ideias se formou o projeto Jd. Lapenna em foco, que busca aguçar o processo crítico, criativo e argumentativo sobre as relações entre as pessoas e espaço em que vivem.

Sem a pretensão de entender o que é certo ou errado sobre esse tema, buscamos instigar o processo analítico do indivíduo que constrói e que é construído pelas informações que o cerca.

Nesse momento o utilizaremos como meio a cultura da imagem que tem um grande peso na construção do ser humano na história, mas que afeta de forma mais poderosa, pelo peso da mídia, o humano moderno.

Com o uso da fotografia como linguagem, vamos, com o auxílio de conhecimentos técnicos e poéticos, explorar os significados das imagem, sempre procurando instigar os participantes para que adquiram, por meio de suas próprias descobertas, a consciência sobre si e o mundo em que está inserido.