domingo, 6 de julho de 2014

Oficina de estêncil: uma prática para experimentar






O estêncil (do inglês stencil), é uma técnica utilizada para aplicação de desenhos, símbolos, textos ou qualquer outra forma de imagem figurativa ou abstrata. Por meio de um molde vazado podemos transpassar tinta para qualquer superfície, sua característica é a reprodução em série, o que a diferencia de uma pichação ou grafite.    

O estêncil possui um caráter urbano situado à margem das instituições públicas. Diante desta perspectiva, o Coletivo Caixa Preta adotou como ponto de partida o uso desta linguagem para encontros de experimentação e reflexão. 

No dia 05/07 o grupo se reuniu no Galpão de Cultura e Cidadania localizado no Jd. Lapenna para fomentar discussões sobre arte urbana e exercitar a técnica de estêncil. Para disparar os questionamentos foi proposto contextualizar o tema definido  com o intuito de promover debates. Carlos citou o já conhecido argumento : "as pessoas veem pichação como um ato de vandalismo, eu não acho que seja isso" , consideramos este levantamento como tema central do que o coletivo acredita ser construção de identidade, em cada encontro abordaremos diferentes perspectivas acerca dos limites da legalidade das diversas expressões da arte no contexto urbano.  





sexta-feira, 20 de junho de 2014

O Jardim Lapenna Em Foco agora tem rosto

No encontro de 10 de Junho ocorrido da sede do Coletivo Caixa Preta, foi dado um passo determinante para o desenvolvimento do projeto.

Depois de um trabalhoso processo de análise de referências, propostas, oficinas, testes e discussões, o formato que foi finalmente escolhido pelo grupo transcorre por caminhos da fotografia e de experimentos audiovisuais.

Serão recolhidos retratos em vídeo dos entrevistados e disparadas falas selecionadas que retratem de maneira fiel e poética cada personagem com suas particularidades e grandezas características.

Assim, o áudio que, essencialmente, é a memória oral do participante, ganha destaque e colore o rosto com impressões subjetivas, ao passo que permite ao expectador um contato profundo através do olhar. Como se o rosto,a voz e a história fossem o mais próximo experimento daquela individualidade.

Com base nessas buscas, anunciamos com alegria que iniciamos as gravações do projeto. O rosto do Carlos resume bem o sentimento.


domingo, 8 de junho de 2014

Estrutura atribuída às entrevistas

Acerca da estrutura atribuída às entrevistas, (bate-papo com Anderson Souza) chamou atenção do grupo o conceito do monomito, ou "A Jornada do Herói", de autoria de Joseph Campbell, que encontra incontáveis exemplos desde a mitologia antiga até o roteiro de cinema atual.

Nele, a jornada é dividida em três partes:

  • a partida para a jornada;
  • a penetração na aventura
  • o retorno.



Leia mais a respeito aqui.


Sabe-se que a ideia contemporânea de um herói passa quase sempre por uma figura do status quo, a exemplo de um homem, geralmente branco e pelo menos de classe média; ou um membro do clero, um "salvador" em sua fé, através do qual ficam implícitas transferências ideológicas e de dominação.

Por isso, a ideia de integrar nesse formato os entrevistados, moradores do Jd.Lapenna, atraiu bastante. Ficou compreendida uma inclusão às avessas desses membros de outro, digamos, recorte da pirâmide social.

Ao mesmo tempo, a ideia não será romantizar excessivamente sobre a trajetória dos participantes, mas utilizar dessa estrutura como um meio para fortalecer a identificação e o desenvolvimento de suas narrativas.